
Em 1929 nascia Arlette Pinheiro Esteves da Silva. Ué, mas quem é essa? Calma, apressado leitor, vamos explicar. Filha de uma dona de casa e de um mecânico, com descendências portuguesa e italiana, a menina cresceu e se tornou uma dama das artes cênicas. Conhecida pelo nome artístico, Fernanda Montenegro é a única brasileira que já recebeu uma indicação ao Oscar de Melhor Atriz, pelo filme "Central do Brasil" (1999), de Walter Salles.
Nesta sexta-feira (16), ela completa 80 anos com um currículo único no país: 60 anos de teatro e TV, mais de 200 teleteatros, 56 peças, 20 novelas e 16 filmes. Além de acumular uma série de prêmios nacionais e internacionais, como o Urso de Prata, do Festival de Cinema de Berlim.
"Não vamos ser hipócritas. Eu mereço tudo que eu ganhei. Sou boa no que faço", afirmou recentemente, durante mais uma premiação.
E ela tem razão. Fernanda Montenegro conquistou o status de mito, de dama, de célebre, de ídolo... Sua trajetória escreveu um capítulo na história da dramaturgia nacional e após oito décadas vividas, ela não pensa em parar. Em 2010, ela estará na próxima novela de Silvio de Abreu, "Passione", e assim que acabar o folhetim, vai engatar as filmagens do próximo longa de seu filho, Claudio Torres.
Em comemoração ao aniversário, a Imprensa Oficial do Estado de São Paulo irá lançar no dia 28 de outubro a biografia "Fernanda Montenegro - A Defesa do Mistério", escrita pela jornalista e crítica de cinema Neusa Barbosa, durante a Mostra Internacional de Cinema de São Paulo.
"Nunca pensei em escrever uma autobiografia. Porque é como nas entrevistas: se me perguntam, eu falo, do contrário, me calo", disse. A atriz considera ter tido "uma experiência de vida interessante". E bota interessante nisso.
Por volta dos 15 anos, Fernanda começou a trabalhar como locutora e atriz de rádio-teatro. Logo no início, ela já começou a traduzir e adaptar peças literárias para o formato de radionovelas. "Juntando rádio e TV, fui me entrosando na literatura dramática e aprendendo meu ofício. Por onde a vida foi me levando, eu fui me formando", contou a atriz. "Sou do tempo do ensaiador português, cujo primeiro conselho é: o ator tem de começar aprendendo a ouvir o ponto [o auxiliar de cena que, escondido do público, lembra aos atores suas falas]", completou.
Em 1950 ela fez sua estreia oficial nos palcos, na peça "Alegres Canções nas Montanhas", e foi lá que conheceu Fernando Torres, com quem se casou três anos depois. Da união nasceram a atriz Fernanda Torres e o cineasta Cláudio Torres.
Montenegro se tornou a primeira atriz contratada pela extinta TV Tupi. Atuou ao lado de nomes como Cacilda Becker, Nathalia Timberg, Sergio Britto, Raul Cortez e outros. Em 1964 fez seu primeiro filme, "A Falecida", adaptado da obra de Nelson Rodrigues. A atriz deu sorte para produção, que faturou o Leão de Ouro, como Melhor Filme do Festival de Cinema de Veneza.
Nesta sexta-feira (16), ela completa 80 anos com um currículo único no país: 60 anos de teatro e TV, mais de 200 teleteatros, 56 peças, 20 novelas e 16 filmes. Além de acumular uma série de prêmios nacionais e internacionais, como o Urso de Prata, do Festival de Cinema de Berlim.
"Não vamos ser hipócritas. Eu mereço tudo que eu ganhei. Sou boa no que faço", afirmou recentemente, durante mais uma premiação.
E ela tem razão. Fernanda Montenegro conquistou o status de mito, de dama, de célebre, de ídolo... Sua trajetória escreveu um capítulo na história da dramaturgia nacional e após oito décadas vividas, ela não pensa em parar. Em 2010, ela estará na próxima novela de Silvio de Abreu, "Passione", e assim que acabar o folhetim, vai engatar as filmagens do próximo longa de seu filho, Claudio Torres.
Em comemoração ao aniversário, a Imprensa Oficial do Estado de São Paulo irá lançar no dia 28 de outubro a biografia "Fernanda Montenegro - A Defesa do Mistério", escrita pela jornalista e crítica de cinema Neusa Barbosa, durante a Mostra Internacional de Cinema de São Paulo.
"Nunca pensei em escrever uma autobiografia. Porque é como nas entrevistas: se me perguntam, eu falo, do contrário, me calo", disse. A atriz considera ter tido "uma experiência de vida interessante". E bota interessante nisso.
Por volta dos 15 anos, Fernanda começou a trabalhar como locutora e atriz de rádio-teatro. Logo no início, ela já começou a traduzir e adaptar peças literárias para o formato de radionovelas. "Juntando rádio e TV, fui me entrosando na literatura dramática e aprendendo meu ofício. Por onde a vida foi me levando, eu fui me formando", contou a atriz. "Sou do tempo do ensaiador português, cujo primeiro conselho é: o ator tem de começar aprendendo a ouvir o ponto [o auxiliar de cena que, escondido do público, lembra aos atores suas falas]", completou.
Em 1950 ela fez sua estreia oficial nos palcos, na peça "Alegres Canções nas Montanhas", e foi lá que conheceu Fernando Torres, com quem se casou três anos depois. Da união nasceram a atriz Fernanda Torres e o cineasta Cláudio Torres.
Montenegro se tornou a primeira atriz contratada pela extinta TV Tupi. Atuou ao lado de nomes como Cacilda Becker, Nathalia Timberg, Sergio Britto, Raul Cortez e outros. Em 1964 fez seu primeiro filme, "A Falecida", adaptado da obra de Nelson Rodrigues. A atriz deu sorte para produção, que faturou o Leão de Ouro, como Melhor Filme do Festival de Cinema de Veneza.
Fonte:MSN



